19.10.15

De um sentimento que ainda insiste.

Tanto o que dizer, e você me cala com seu silêncio.
Tanto o que gritar mas não há mais nada a ser dito.
Ainda assim o coração insiste em pulsar no ritmo do seu. Teu nome, uma pedra estilhaçada em meu peito.
E todos os poemas de amor, e todas as canções de amor, e todas as dores de amor reverberam você em mim.
E todos os lugares nos cantos obcenos, amargos e obscuros da minha mente em que ainda nos encontramos.
E o seu abandono desordenado ecoando.
E nosso último beijo que nem soube ser um beijo de adeus, que não coube entre a minha boca e a sua e que continuo a sentir como uma coisa que é meio ânsia e meio desespero.
Algo a instir, dolorosamente, que ainda nos esbarraremos um dia. Paris no outono, talvez.